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Resenha | A Mulher na Janela. Não É Paranoia se Está Realmente Acontecendo de A.J.Finn @EditoraArqueiro

5.3.18

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.
Leitura de Fevereiro | 5⭐

Quando o manuscrito deste livro chegou eu fiquei muito curiosa pela apresentação da editora na carta que veio com ele. A sinopse também me intrigou e fazia muito tempo que eu não lia um suspense. Não poderia ter começado melhor! Suspense psicológico sempre mexe com o leitor e neste caso foi até irônico porque a própria protagonista é uma psicóloga infantil. Não é apenas esta a ironia da coisa toda devo acrescentar. O primeiro capítulo já causa aquele susto básico. Eita!

Narrado inteiramente pela Anna, somos apresentados até quase a metade do livro à sua rotina, fica claro que ela não sai de casa há meses, que ela tem marido e filha que não vivem mais com ela e que tem um inquilino que mora no seu porão por sugestão do seu terapeuta, já que alguém precisa ajudá-la em coisas como consertos, levar o lixo, entre outros.

Ela só fala mesmo o necessário com este inquilino misterioso, com o terapeuta e a fisioterapeuta que vai à casa dela uma vez por semana. Ela sofre de agorafobia, ou seja, tem medo de ficar em lugares públicos abertos e não consegue nem passar da porta de casa. Vive através da vida dos vizinhos que espia da janela com uma câmera fotográfica, é viciada em filmes antigos em preto e branco e além disto tudo manter a sua mente ocupada, ela também dá assistência médica em um site online para pacientes com os mais diversos tipos de problemas.

Bisbilhotar é como fotografar a natureza: a gente não interfere no que está vendo.


Dizer que ela bebe muito vinho é um eufemismo, ela consome demais esta bebida o dia inteiro, como se fosse água e o pior de tudo, usa medicamentos controlados ao mesmo tempo. A mistura obviamente é uma bomba. Para vocês terem uma ideia, ela tem até planilha no Excel para registrar esta quantidade de tarjas pretas que nunca toma nos horários corretos e nem seguindo a dosagem indicada pelo médico. Em alguns capítulos, ela narra fatos passados com o marido e a filha e esta rotina estranha dela, somada a um acontecimento chocante que ela presencia com a vizinha que conhece há pouco tempo é que prende a atenção. Ela liga pra policia, mas será que ela viu mesmo tudo, ou está alucinando?

Uma morta-viva que vê a vida acontecer ao seu redor, incapaz de participar dela.

Se nem eu mesma acreditava no que a Anna falava, como a polícia poderia acreditar com tantas evidências que mostravam que ela não era estável? Eu na verdade não acreditava nela e em nenhum personagem, estava com saudade de ter este conflito durante a leitura. É pra isto que os personagens secundários servem neste gênero né? Enriquecer a história e confundir o leitor, se você piscar e perder algum detalhe já era. Com este livro não foi diferente e apesar do começo ser um pouco lento, tudo que a Anna narrou ali foi relevante para o desfecho.

Acabei de ajudar uma pessoa. Fiz uma conexão. "Basta se conectar!" Onde foi que eu ouvi  isso antes? Mereço um drinque.

Há uma razão para os transtornos psicológicos dela e no decorrer do enredo descobrimos o grande trauma que ela sofreu no passado, é de partir o coração. Uma revelação me deixou literalmente de boca aberta, aliás, duas revelações, mas a primeira além do impacto que causou, me deixou totalmente penalizada pela Anna.

O mistério foi mantido até o fim e de uma forma genial, fui surpreendida mesmo! Um livro complexo, que manteve o meu interesse desde o início. São 100 capítulos curtos e eu não iria adivinhar aquilo nunca. Mal posso esperar por mais obras deste autor. Agradeço a Editora Arqueiro pelo privilégio de ler este manuscrito. Com certeza esta é uma leitura que recomendo de olhos fechados para que vocês leiam de olhos bem abertos. 

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Comentários
4 Comentários

4 comentários

  1. Eu estava a achando a narrativa um pouco lenta, até que a protagonista testemunha o suposto incidente. Desde então, não consigo largar mais o livro, estou devorando e não vejo a hora de chegar ao final. Pela sua resenha, sei que não vou me decepcionar.
    Obrigada.

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    Respostas
    1. idem, ainda bem que a gente teve paciência Dandara :)

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  2. Terminei de ler e realmente não me decepcionei; livro muito bom, quase impossível de largar até a conclusão.

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