Resenha | A Rosa do Inverno, Os Rawlings Livro 1 de Patricia Cabot @PlanetaLivrosBR



Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward? A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.

Patricia Cabot para quem não sabe é o pseudônimo de Meg Cabot. Este é o segundo livro que eu leio da autora, o primeiro foi Aprendendo a Seduzir. Escolhi esta leitura tanto pela grande vontade de conhecer a história como também para cumprir um dos itens do Desafio Históricos. A autora mais uma vez me conquistou e agora estou bem curiosa pelo próximo volume que vai narrar o romance de Jeremy com a melhor amiga. Conheça aqui.

O enredo gira em torno de Edward, lorde de Rawlings, que nada satisfeito em assumir as responsabilidades de duque, está disposto a tudo para encontrar o filho do seu irmão que era o verdadeiro herdeiro do título. Com a morte do irmão, o filho dele, Jeremy de dez anos, é o atual herdeiro e assim que Edward consegue encontrá-lo, tem que lidar com a tia dele que está determinada a proteger o menino. Esperando encontrar uma velha feia e solteirona a cargo do sobrinho, ele tem uma bela surpresa ao descobrir que está certo apenas na parte de “solteirona” no que se refere a esta mulher.

"Juro que um instante a moça está me olhando por debaixo daqueles longos cílios pretos, e no instante seguinte, está me esbofeteando."

Linda, jovem, teimosa e espirituosa, Pegeen nunca pensou em se casar. Cuida do sobrinho desde a morte da irmã e não é nada como as outras mulheres que Edward está acostumado. A atração de ambos é evidente, Edward fica encantado por esta mulher forte que não tem condições de sobrevivência e a convence a morar na Inglaterra com ele pelo bem de Jeremy. A partir daí, todas as interações entre Pegeen e Edward que apesar de não negarem o desejo brigam como gato e rato são ao mesmo tempo cheias de tensão sexual e engraçadas. Ao passo que Pegeen conhece os segredos de Edward, alguns a comovem e outros a afastam. Eu também não gostei de muitas atitudes dele, principalmente por um dos casos que ele tinha que não demonstrava nenhum bom caráter.

"Edward Rawlings nunca seria um marido muito bom para ninguém. Era turbulento demais, petulante demais, irritável demais. Bonito demais. Rico demais. E rápido demais com as mãos."

Além das cenas sensuais e engraçadas e das cenas clichês quase sempre presentes em um romance de época, também temos um mistério revelado no final que realmente surpreende. Edward esconde alguns segredos que o atormentam e só quando se abre com Pegeen é que eles conseguem se entender. Os pontos altos da trama para mim foram as cenas de ciúme que Edward tinha de um amigo que também estava hospedado em sua casa e não escondia seu desejo por Pegeen e todas as cenas em que Edward praticamente precisa implorar para que Pegeen se case com ele mesmo depois que ele tira sua virtude (várias vezes). Acostumado a ter tudo que quer, ele sofre nas mãos dela que não vê sentido em se casar com ele só por causa disto. Pela língua afiada, independência, inteligência e por colocar um homem como Edward de joelhos é que Pegeen também entra na minha lista de personagem favorita. Adorei! 

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Um comentário

  1. Olá!

    Não é um genero que eu goste, mas sua resenha é muito boa, parabéns!

    Grande abraço,
    Victor N Souza
    www.cafeidilico.com

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