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Lançamentos de Março - @EditoraRocco

15.3.16



Anna Lania tinha 7 anos quando sua vida mudou. Era 1939, e a Polônia estava dividida entre a Alemanha nazista e a então União Soviética. Na manhã de 6 de novembro, o pai de Anna, professor de linguística da Universidade Jagiellonian, na Cracóvia, foi convocado pelo reitor para uma reunião, junto com seus colegas do corpo docente. Presos na operação batizada de Sonderaktion Krakau, que buscava intelectuais e acadêmicos, todos acabariam no campo de concentração Sachsenchausen, na Alemanha. Deixada aos cuidados de um dos amigos do pai, Anna achou que ele voltaria para buscá-la em algumas horas, mas isso jamais aconteceu.
Sozinha e impedida de entrar em casa, pois não tinha a chave do apartamento, Anna perambulou pelas ruas até avistar um homem alto e muito magro, vestindo terno escuro e carregando uma velha maleta de médico. Como seu pai, ele sabia se comunicar em várias línguas, mas dominava um idioma que ela até então desconhecia: o dos pássaros. Sem nada a perder, a garota decide segui-lo, pois percebeu que a Cracóvia havia se tornado um lugar perigoso. Como o estranho guarda vários segredos, incluindo o próprio nome, Anna decide chamá-lo de Homem Andorinha, por causa da habilidade dele com as aves.
Conforme se afastam da cidade, Anna e o Homem Andorinha irão se esquivar de curiosos das regiões urbanas e rurais, bombas, tiros e até mesmo de soldados russos e alemães. Em sua jornada, os dois esbarram com reb Hirschl, judeu que deixou o gueto de Lublin carregando somente seu clarinete e uma garrafa de vodca. Contrariado, o Homem Andorinha permite que Hirschl os acompanhe, para a alegria de Anna. Mas os horrores da guerra estão sempre à espreita e os três vão precisar fazer o que for necessário para sobreviver.
Conforme atravessam fronteiras, os anos passam e as estações do ano não são as únicas transformações visíveis: o corpo de Anna deixa aos poucos a aparência infantil para assumir as formas de uma mulher, enquanto o Homem Andorinha mostra aspectos surpreendentes de sua personalidade. Será que Anna realmente está segura ao lado de seu misterioso companheiro de viagem? Ao longo das páginas, Gavriel Savit mistura fatos históricos e ficção para criar uma trama envolvente, que comove os leitores e prende a atenção.



Lucas é um adolescente como qualquer outro: seu corpo cheio de hormônios o enche de desejos e sua
cabeça de dúvidas. Na escola, Lucas é considerado um ‘loser’: tímido, péssimo nos esportes e muito inteligente, alvo constante de chacota dos alunos mais ‘populares’ e completamente inábil na arte da conquista amorosa. Mas, no caso de Lucas, algo mais o deixa vulnerável ao assédio dos colegas: ele é gay. E isso faz toda a diferença, principalmente em um ambiente conservador como na pequena cidade do interior paulista onde vive. A tanto sofrimento, soma-se uma novidade: recém-chegado da capital São Paulo, Nicolas é tudo o que ele não é: bonito, forte e popular. E é, talvez, justamente por isso, ou por algum outro motivo que ele não consegue identificar, que Lucas se apaixona pelo seu oposto – ou pelo seu complemento? Como lidar com isso?
Pode-se considerar Lucas e Nicolas um livro necessário. Com habilidade, o autor traça um perfil honesto de Lucas, um menino desprotegido e solitário em suas dúvidas e questionamentos acerca de sua orientação sexual. Sem interlocutores que possam ouvi-lo e orientá-lo, resta-lhe o sentimento de vergonha, deslocamento e medo. Afinal, o mundo parece não perdoar quem é diferente. Por conta disso, sofre toda sorte de agressões, verbais e físicas, numa homofobia que é negada conscientemente por seus perpetradores, mas muito presente na vida diária.
Na impossibilidade de poder expressar seu afeto, Lucas corre para o abrigo da internet, onde faz um amigo, Matheus, gay assumido, mas que nunca viu ao vivo. Matheus é seu confidente e representa aquele jovem homossexual que tem orgulho de ser quem é. Assume seu caráter único e vive com intensidade toda uma cultura gay que se reflete em músicas, filmes e num linguajar muito peculiar. Ao desabafar sobre Nicolas, ele descobre com Matheus uma informação crucial sobre seu objeto de desejo.
Nicolas é o típico aluno popular, forte, bonito e atlético. Mas, por trás de tanta fortaleza, esconde-se uma personalidade frágil, um menino com uma família desajustada, que o obriga a amadurecer cedo. Ele vem da capital para o interior, mas tem dificuldade de se adaptar. Sente saudades dos amigos de São Paulo, e de um em especial. Péssimo nos estudos, ele é obrigado a ter aulas particulares com o CDF do colégio: Lucas. E agora?
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Timmy Fiasco está prestes a resolver o maior caso da sua carreira: uma competição escolar para achar um globo terrestre desaparecido. O prêmio: R$ 500,00. E a chance de Timmy abrir a tão sonhada filial da Fiasco Total no Peru. Timmy Fiasco – Olha só o que você fez é o mais novo livro do cartunista e escritor Stephan Pastis e o segundo da série do exímio e divertido detetive, que vem conquistando leitores de todas as idades com sua imaginação fértil e sua lógica peculiar.
Para conquistar de vez o respeito de todos, Timmy precisa vencer o grande concurso escolar, mas para isso precisa entregar o formulário de inscrição no prazo, o que talvez sua agenda lotada não permita. Além disso, parece que há alguém querendo prejudicá-lo. E Timmy corre o risco de ficar de fora do concurso.
Com um novo escritório para a agência (o solário de sua nova residência, após sua mãe perder o emprego e a família ser forçada a mudar para a casa de sua tia-avó Colander), Timmy tem novos casos para resolver, e enfrenta alguns problemas com seu sócio, Total, o urso-polar. Entretanto, quando Rollo Tokus, seu melhor amigo, traz a notícia de que o concurso está sendo fraudado, cabe a Timmy a missão de fazer a justiça prevalecer. E com a ajuda de sua inestimável equipe, a agente X (a excêntrica tia-avó Colander) e o agente F (Rollo Tokus), o garoto está pronto para enfrentar o mundo e vencer.
No segundo livro das aventuras de Timmy Fiasco, Stephan Pastis confirma que tem bom humor de sobra. Mais uma vez, a perfeita combinação de texto, cartoons e situações absurdas continua a prender os leitores e mostra a eles que nunca se deve abandonar a imaginação! E que a vida é muito mais divertida com pitadas extras de imaginação.
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Lily Wilder parece levar uma vida de sonho: formada em direito e contratada por um grande
escritório de advocacia, ela mora em Nova York e está prestes a se casar com o homem perfeito. Mas, conforme a data da cerimônia se aproxima, a jovem desconfia que será incapaz de manter-se fiel a alguém. Em Eu digo sim, livro de estreia de Eliza Kennedy, a autora mistura humor, drama e uma pitada de erotismo para descrever os sete dias que prometem mexer com a cabeça da protagonista.
A semana do casamento de Lillian Grace Wilder não se parece nem um pouco com um conto de fadas. Em vez da ansiedade pela troca de alianças diante dos convidados, a jovem advogada tem dúvidas se conseguirá ser feliz em uma relação monogâmica. E ela não está sozinha. A mãe, as duas madrastas, a avó e até Freddy, melhor amiga e dama de honra, estão certas de que Lily está prestes a cometer um grande erro. Enquanto isso, o noivo, Will, nem imagina que pode ser abandonado antes mesmo de subir ao altar.
Ao voltar para Key West, cidade da Flórida onde cresceu e planeja se casar, Lily precisa dividir seu tempo entre os preparativos da cerimônia e um processo envolvendo um dos maiores clientes do escritório em que trabalha. Entre um compromisso e outro, a advogada percorre bares na companhia de Freddy e aproveita para fazer uma das coisas que mais gosta: sexo, seja com o noivo ou com homens que acabou de conhecer. Dividida entre o prazer e a culpa, a protagonista se pergunta se ama Will de verdade ou está enganando a si mesma.
Atormentada por lembranças de sua adolescência e do primeiro amor, Lily decide ter uma conversa séria com Will. O que ela não podia imaginar é que ele também guardava alguns segredos. Seria o fim do relacionamento dos dois? Acompanhe até o último dia de uma semana que reserva surpresas, lágrimas e risadas para a protagonista e todos os que a cercam.
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Imagine sobreviver a uma praga, apenas para ser marcada como uma abominação pelos seus compatriotas. Ser odiada, temida e segregada por ser diferente: esta é a vida de Adelina Amouteru, protagonista de Jovens de Elite, primeiro da nova série da autora Marie Lu, criadora da trilogia de sucesso Legend. Bestseller do The New York Times, com direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela 20th Century Fox, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora, leitura perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de Star Wars e X-Men.A trama se passa num mundo medieval alternativo tomado por uma estranha febre que, quando não mata, deixa uma marca física nos seus sobreviventes. Uma marca única para cada um deles, que pode ser um estranho tom de pele ou um cabelo que muda de cor, por exemplo. Chamados de malfettos, alguns poucos sobreviventes, além da marca, são dotados de incríveis poderes: habilidade de controlar o ar, o fogo, a terra e até mesmo seres humanos.Adelina é uma sobrevivente. Tudo que a jovem queria era ser aceita e amada, mas a doença a marcou e a privou de uma vida melhor. Ela é constantemente maltratada pelo pai, e sua irmã mais nova nada pode fazer para ajudar. Porém, quando tenta escapar do destino imposto a ela por seu pai, Adelina descobre que, além da cicatriz, ganhou também um dos estranhos poderes herdados pelos malfettos, e que sua vida pode mudar para sempre.Ao encontrar um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite – vistos por uns como heróis, por outros como seres demoníacos –, Adelina é recrutada pela Sociedade do Punhal, um grupo de malfettos organizado pelo príncipe Enzo para lutar contra a Inquisição e a ditadura da Rainha. Heroína ou vilã? Num mundo no qual magia e política se chocam, ela é obrigada a descobrir o lado sombrio do seu coração.
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Aysel tem 16 anos, frequenta a mesma escola dos dois irmãos mais novos, trabalha em uma empresa
de telemarketing e acaba de tomar uma decisão: vai se matar. Entre uma ligação e outra no trabalho, seu passatempo favorito é navegar pelo site Passagens Tranquilas. É ali que, tomada pela depressão, pretende encontrar um parceiro para colocar seu plano em prática, mesmo sem saber bem ainda como tudo isso funcionará.
A motivação para tirar a própria vida está ligada ao pai, mais especificamente ao crime cometido por ele três anos antes. Até então a rotina de Aysel não tinha nada de surpreendente, mas era tranquila. Não havia os sussurros toda vez que passava pelos colegas no corredor da escola, tampouco o olhar alerta e recriminador da mãe toda vez que se encontravam. Antes, Aysel morava com o pai. Agora, divide o quarto com a meia-irmã na casa em que a mãe mora com o novo marido. O sentimento de estar sempre sobrando a acompanha onde quer que esteja.
No Passagens Tranquilas, Aysel conhece seu parceiro de suicídio, Ronan, 17 anos, que mora numa cidade próxima. Apesar de não terem nada em comum, eles fazem um pacto e escolhem a data: 7 de abril, a menos de um mês do dia em que se conhecem. Aysel demora a entender as razões daquele rapaz bonito, querido pelos amigos e com uma família que parece amá-lo tanto, querer tirar a própria vida. Ao mesmo tempo que fazem uma contagem regressiva, planejam os detalhes do grande ato que pretendem protagonizar juntos.
A autora Jasmine Warga conduz o leitor pelas dores causadas pela depressão e pelo desespero que levam um adolescente a querer cometer o suicídio. Simultaneamente, mostra um caminho capaz de alterar esta situação tão dramática. Aysel começa a percebê-lo à medida que é tocada pelo amor e pela atenção de algumas pessoas. Enquanto luta contra seus medos mais profundos, ela precisará encontrar uma maneira de mostrar a Ronan a rota alternativa que encontrou.
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Cristiano é um foragido. Dá a impressão que nem ele mesmo sabe de quem ou do quê. Quando a ação
se inicia, está de volta a Goiânia, mochila a tiracolo, de ressaca, depois de passar cinco meses viajando meio que sem rumo certo, “alguém criteriosamente mastigado pela entrada”. Procura o melhor amigo e, sem outra opção, volta a trabalhar no que fazia antes.
É um trabalho escuso e, quase sempre, ilícito. Cristiano é um faz-tudo do esquema político local. Durante as campanhas eleitorais, visita o interior de Goiás e fornece combustível de graça aos aliados, para que possam encher os tanques de seus carros e engrossar as carreatas. Também é responsável por levar, sem que ninguém veja, a amante do assessor de imprensa do governador ao dentista.
No retorno à rotina, é encarregado de uma operação comum: um grosso envelope “amarrado feito uma pamonha”, contendo dinheiro, iria para as mãos de um funcionário da câmara de vereadores de Anápolis, que em troca entregaria um dossiê sobre um adversário político. No lugar marcado para o encontro, o que parecia simples se complica, e um crime violento acontece.
Cristiano agora tem mais uma razão para fugir. E se esconder. Apela à família, da qual andava distante: o pai, a madrasta, a tia, a meia-irmã, que moram em Silvânia, que o protagonista classifica de “purgatório” – mais uma pequena cidade do Centro-Oeste que compõe o cenário desolado do romance. No caminho da fuga, ainda dá tempo de relacionar-se com uma dona de hotel de beira de estrada.
Abaixo do Paraíso lembra o título do primeiro romance de Scott Fitzgerald, Este lado do Paraíso, mas sua temática está mais próxima da de outro escritor americano, William Faulkner, no que carrega de fúria, sexo brutal, ódio incontido e denúncia de uma sociedade que aniquila os indivíduos.
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A jornalista e crítica de cinema carioca Susana Schild dá voz a uma gata cheia de histórias para contar. A autora é a própria gatinha, em carne, osso e pelos, que narra suas aventuras desde que apareceu na casa da pequena Luísa e conheceu aquela que viria a se tornar sua melhor amiga. Mas isso depois de muitas confusões. Afinal, se chegar ali já havia sido difícil, depois de cair de um muro e enfrentar muitos degraus que ela não imaginava aonde a levariam, o que dizer dos problemas que Jajá iria enfrentar para conquistar um lugar naquela família?
Só mesmo o brilho no olhar de Luísa para acalmar um pobre filhote assustado, e também para convencer o pai de que queria ficar com aquele gatinho tão bonitinho que apareceu na sua porta (mal sabia ela que Jajá havia pensado a mesma coisa a seu respeito logo que bateu os olhos nela: Que humana bonitinha). Mas conquistar o pai de Luísa não foi o único desafio de Jajá (a mãe e a cozinheira foram moleza). Ela também teria que se entender com a Nina, uma gata dez vezes maior, mais pesada e mais peluda, praticamente uma fera, no mianês de Jajá, que se sentia a dona do pedaço e obviamente não iria facilitar em nada a vida de sua nova concorrente.
Entre alguns acertos e muitos erros, Jajá tem que suar o bigode e usar toda a sua sabedoria felina para que sua história tenha um final feliz ao lado de Luísa. Aos poucos, ela vai entendendo o funcionamento da casa, do mundo, da Nina, dos humanos, dela própria e, entre uma descoberta e outra, entre um susto e outro maior ainda, Jajá chega ao seu primeiro aniversário, com direito a camarão de almoço e melão espanhol de sobremesa. Mas numa manhã como outra qualquer, quando ela acha que já viu de tudo, uma novidade inesperada vai trazer mais desafios para ela e para Nina.
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Sally ama Ed, mas ela não sabe se existe reciprocidade na relação. Ele é cardiologista, mas Sally não acredita que ele realmente se importe com as coisas do coração. Pelo menos, não as que dizem respeito aos afetos. Bonito, constantemente assediado pelas mulheres, Ed parece não dividir o mesmo mundo que Sally, que vive ansiosa, em constante ebulição emocional. Um dia, ela é desafiada a escolher um personagem da lenda do Barba-Azul para contar a história pelo seu ponto de vista. E ela escolhe o ovo. Aparentemente passivo, o ovo, no entanto, era a causa de todas as desgraças que aconteciam no conto folclórico, no qual um bruxo sequestrava mulheres e as testava para ver se mereciam casar com ele. O ovo do Barba-Azul e outras histórias, da romancista e poeta canadense Margaret Atwood, reúne doze contos que exploram os comportamentos de homens e mulheres diante de questões como amor e sexo, família e casamento, infidelidade e morte.
A lenda do Barba-Azul, que dá título ao livro, não está ali por acaso. O Barba-Azul era um bruxo que sequestrava mulheres. A escolha entre a morte e o casamento com ele – o que quer dizer muito em se tratando de uma relação que deveria ser pautada no amor – residia numa tarefa relativamente fácil de ser cumprida: a “pretendente” deveria tomar conta de um ovo na ausência do dono da casa. Além disso, ela teria a chave de todos os cômodos, mas deveria evitar apenas um. A curiosidade, no entanto, falava mais alto e elas acabavam deixando o ovo cair numa poça de sangue vinda dos corpos esquartejados das ex-futuras noivas que a atual moradora encontrava no lugar proibido. Pelo descuido, ela se entregava, e passava a ser a próxima a jamais sair daquela casa. A relação pode durar contanto que se viva na aparência, sem mexer no que há de sombrio naquela união. De outra forma, a relação acaba e ninguém sai inteiro dela.
Em outros contos, as relações estão lá, nunca perfeitas, sempre estranhas e angustiantes. Em “Loulou, ou, a vida doméstica da linguagem”, uma oleira suporta uma casa cheia de poetas do sexo masculino, todos já tendo se relacionado com ela como maridos ou amantes, e nenhum deles parece respeitá-la por mais que ela se esforce em cuidar deles. “Gatafeia” ridiculariza os esforços de um casal para manter uma abordagem politicamente correta do amor moderno. Outras histórias dizem respeito a casamentos que são ou frágeis (“A Íbis escarlate”), estão afundando (“O ovo do Barba-Azul”), ou em fase de redefinição (“O jardim de sal”). “Duas histórias sobre Emma” traça o perfil de uma mulher corajosa que se imagina invulnerável, enquanto “Nasce o Sol” mostra como uma mulher tenta compensar uma vida sem amor: ela é uma artista que se aproxima de homens estranhos na rua para posar para ela. Em “O canto primaveril das rãs” Will, um sujeito que “não é muito bom em relacionamentos”, tem a estranha habilidade de trazer à tona a anoréxica que vive nas mulheres com quem se relaciona, incluindo uma sobrinha que está hospitalizada.
O ovo do Barba-Azul e outras histórias reúne contos que fazem uma crítica mordaz aos relacionamentos entre as pessoas, de como eles estão cheios de sentimentos de angústia e alienação. O humor neles é quase triste e leva, algumas vezes, a um sorriso de canto de boca, enquanto se pensa que Sally pode estar certa: relacionamentos e pessoas são parecidos com ovos. Pequenos e frágeis, eles não dão trabalho enquanto não são rompidos. Uma vez rachados, porém, são capazes de causar toda sorte de sentimentos. Mas, afinal, quem deseja viver uma relação verdadeira se não quebrar ovos de vez em quando?
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Comentários
6 Comentários

6 comentários

  1. Ai, fiquei com muita vontade de ler o Anna e o homem das andorinhas!

    Beijos

    www.booksimpressions.com.br

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  2. Desses lançamentos, Jovens de Elite foi o que chamou minha atenção ;)

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  3. Eu gostei muito da sinopse de Anna e o homem das andorinhas e quero ele, mas jovens de Elite me interessou também.

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  4. Oi!
    Gostei dos lançamentos de todos quero ler Jovens de Elite !!

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  5. Dos livros citados acima apenas o livro eu digo sim me interessou, pelo fato de aborda um trama divertida, e com um pitada de drama espero gostar dessa leitura.

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